Saúde orienta tutores sobre cuidados com cães e gatos durante os festejos juninos
Fumaça e barulho provocado pelos fogos podem prejudicar a saúde e o bem-estar dos pets
Com a chegada dos festejos juninos, marcados por apresentações culturais, fogueiras e, em alguns locais, pela queima de fogos de artifício, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta os tutores sobre a importância de adotar medidas para garantir a segurança e o bem-estar dos animais de estimação.
Os cães e gatos possuem audição muito mais sensível que a dos seres humanos e, por isso, o som repentino e forte provocado pelos fogos podem causar medo, ansiedade, estresse e até problemas de saúde. Em situações de pânico, os animais podem tentar fugir, sofrer acidentes ou apresentar alterações comportamentais.
“A audição dos cães e gatos é muito mais sensível que a dos humanos. A amplitude de sua capacidade auditiva é maior que a dos humanos. Enquanto um ser humano pode ouvir entre 20 a 20,000 Hertz, eles podem ouvir entre 15 e 40,000 Hertz. Além disso, os animais podem ouvir qualquer som a uma distância quatro vezes maior que nós humanos. O instinto de sobrevivência faz os animais reagirem ao som alto como sinal de perigo, como um sinal de uma tempestade ou um desmoronamento na natureza”, explicou o médico veterinário da equipe Multiprofissional da Atenção Primária de Maceió (eMulti), Lindomar Machado.
Ao ouvir barulho de fogos de artifício, bombas ou inalar a fumaça de fogueiras, os animais podem ter reações de defesa que podem causar prejuízos à saúde destes. Isso é o que ainda afirma Lindomar Machado, ao apresentar sinais que demonstram reação de estresse de defesa e medo nos pets.
“Podemos observar sintomas imediatos como tremores musculares, choro, o rabo entre as pernas, tentam se esconder embaixo dos móveis, ficam ofegantes e até fazem xixi sem querer. Quando o animal passa por isso de forma crônica ou constante, ele pode ter problemas graves de saúde como parada cardíaca e morrer. Além disso, com a reação de medo ao som dos fogos ou trovões, eles fogem correndo desesperadamente e podem ser atropelados, se jogar em portas de vidros ou cercas de arame farpado e se ferirem gravemente”, acrescentou.
“Em relação à fumaça de fogos e fogueiras, os tutores precisam tomar os devidos cuidados com os pets porque podem ter intoxicação respiratória pelos compostos químicos liberados pela queima da madeira e pólvora dos fogos de artifício”, alertou o veterinário.
Abaixo, confira as recomendações para amenizar o desconforto dos pets:
- Manter cães e gatos em ambientes seguros e protegidos;
- Certificar-se de que o animal esteja utilizando identificação com nome e telefone do tutor;
- Disponibilizar água fresca e alimentação normalmente;
- Evitar deixar os animais presos por correntes ou cordas, pois eles podem se machucar ao tentar escapar;
- Manter o pet em um local confortável, preferencialmente longe de janelas e áreas externas;
- Utilizar brinquedos, mantas e objetos com os quais o animal já esteja familiarizado para proporcionar maior sensação de segurança;
- Não levar animais para locais com grande movimentação de pessoas, som alto ou queima de fogos;
- Procurar orientação de um médico veterinário caso o pet apresente sinais intensos de ansiedade ou medo.
Secretaria Municipal de Saúde
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