Saúde orienta para prevenção, diagnóstico e tratamento da Esquistossomose

Conhecida como “barriga d’água”, doença causada por parasita pode ser evitada com cuidados simples e tem tratamento gratuito pelo SUS

Wilson Smith/ Ascom SMS 26/04/2026 às 09:00
Saúde orienta para prevenção, diagnóstico e tratamento da Esquistossomose
Esquistossomose, conhecida como “barriga d’água”, é uma doença que ainda exige atenção e cuidados. Foto: Reporodução

A Secretaria de Saúde de Maceió (SMS), por meio da Coordenação de Vigilância das Doenças e Agravos Transmissíveis e Não Transmissíveis, reforça as orientações à população sobre os riscos da Esquistossomose, uma doença infecciosa ainda presente em diversas regiões do País e que exige atenção quanto à prevenção, diagnóstico e tratamento.

Conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”, a Esquistossomose é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. A infecção acontece quando a pessoa entra em contato com água doce contaminada por formas infectantes (Cercárias) do verme, liberadas por caramujos infectados, que são considerados hospedeiros intermediários do ciclo da doença.

O processo de transmissão tem início quando uma pessoa infectada elimina ovos do parasita por meio das fezes. Ao entrarem em contato com a água, esses ovos liberam larvas (Miracídios) que infectam os caramujos do gênero Biomphalaria. Após cerca de quatro semanas, as formas infectantes (Cercárias) são liberadas na água e podem penetrar na pele humana, causando a infecção.

Sintomas e evolução da doença

A Esquistossomose pode se manifestar em diferentes formas clínicas. Na fase aguda, os sintomas incluem febre, tosse, dor de cabeça, sudorese, calafrios, fraqueza, falta de apetite, dores musculares e diarreia. Já na fase crônica, a doença pode evoluir para quadros mais graves, com diarreia persistente, presença de sangue nas fezes, tontura, emagrecimento e aumento do abdômen, condição popularmente chamada de “barriga d’água”.

Fatores de risco

Entre os principais fatores que favorecem a transmissão estão:

  • Presença de caramujos transmissor em rios, lagoas, córregos e represas;
  • Contato com água doce contaminada durante atividades como banho, lazer ou tarefas domésticas;
  • Falta de acesso à água potável e saneamento básico adequado.

A doença pode atingir qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo ou condição social.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da Esquistossomose é feito por meio de exame laboratorial de fezes, que identifica a presença de ovos do parasita. O tratamento é simples e eficaz, realizado com o medicamento Praziquantel, administrado em dose única e disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A técnica Maria Amália, da Coordenação de Vigilância das Doenças e Agravos Transmissíveis e Não Transmissíveis da SMS, reforça quais as medidas simples que podem ser adotadas pela população para evitar a doença. Confira:

  • Evitar contato com águas de rios, lagoas e açudes onde haja presença de caramujos transmissor; 
  • Evitar nadar, lavar roupas ou tomar banho em locais suspeitos de contaminação; 
  • Nunca defecar próximo ou dentro de cursos d’água;
  • Lavar bem as mãos após usar o banheiro; 
  • Manter instalações sanitárias limpas;
  • Consumir água filtrada ou fervida. 

A população pode procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de sua residência para obter informações, realizar exames e receber orientações sobre a doença. 

A Secretaria Municipal de Saúde segue atuando na vigilância e no combate à Esquistossomose, reforçando a importância da informação e da prevenção como principais aliados na proteção da saúde da população.

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