Renasce Salgadinho promove transformação social em Maceió: “Mudança saiu do papel”
Moradores do Reginaldo comemoram ”nova vida” com a maior obra ambiental da história da capital
José Belarmino Silva (58) criou seus dois filhos em meio à precaridade do Vale do Reginaldo, cenário onde começa a maior obra de transformação ambiental de Maceió, o Renasce Salgadinho. Há 36 anos, ele mora num casebre situado entre uma imensa barreira, em fase final de contenção estrutural, e uma estação de tratamento de resíduos líquidos.
“A fedentina sumiu. O lamaçal desapareceu da porta de casa. O barro não cai sobre minha casa. Meus netos não vão brincar no lamaçal”, disse José ao apontar para a estação elevatória, onde há tratamento do esgoto de milhares de residências. “A mudança realmente saiu do papel”, afirmou.
Orçado em R$ 76 milhões, o Renasce Salgadinho foi lançado 2021 e contempla desassoreamento do riacho e reurbanização de seu entorno. A recuperação do Salgadinho, que percorre 17 bairros e deságua na Praia da Avenida, vai mudar para melhor a vida de 300 mil pessoas.
Sobre ponte estruturada
José Williams (56), vigilante de uma faculdade particular, já sente os benefícios da transformação estrutural do bairro para onde se mudou há 46 anos. “Eu me arriscava sobre tubulação para ir de um lado ao outro do riacho. Agora, pedalo sobre ponte estruturada. Não piso mais em lixo ou lama”, disse.
Próximo à segunda estação elevatória da comunidade, ao lado de pista asfaltada, José profetiza: “De agora em diante, só melhorias para o bairro”.
Ansioso para desfrutar do parque esportivo do Reginaldo, ele também “fiscaliza” as obras de urbanização do riacho, na Avenida Humberto Mendes, no Poço.
“Imagine sair daqui e levar a família para passear perto de onde deságua o Salgadinho, na Praia da Avenida. Imagine”, afirmou o vigilante.
O sentimento dele é o mesmo do açougueiro Cícero Balbino da Silva (54), que também não acreditava na transformação estrutural da região.
“Havia muito lixo no córrego. Agora, a água corre limpa. O fedor desapareceu. Quando estiver pronto, vai ser legal passear por aqui”, disse.
O parque linear sobre o riacho contempla áreas de convivência, ciclovias, mobiliários modernos, equipamentos de ginástica e playground também.
O projeto engloba seis travessias e sete decks de contemplação. Haverá ainda lajes para travessia entre os dois trechos da Avenida Humberto Mendes.
Diversão no parque
Célia Silva (60), pequena comerciante que vive no Vale do Reginaldo, também se diz feliz com as transformações estruturais no entorno do riacho.
“Não tem mais lama na porta de casa”, diz, referindo-se às obras de pavimentação da Rua Diegues Júnior, que dá acesso à Leste-Oeste.
“Que o parque fique logo pronto lá perto da Praia da Avenida para a gente poder passear e se divertir nos finais de semana”, desejou.
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