Projeto de alunos da Escola Municipal Tradutor João Sampaio conquista segundo lugar em premiação nacional

Área de convivência promove transformações no ambiente escolar e destaca protagonismo estudantil

Lane Gois (estagiária)/ Ascom Semed 02/09/2026 às 16:37
Projeto de alunos da Escola Municipal Tradutor João Sampaio conquista segundo lugar em premiação nacional
Estudantes transformaram um espaço que não era utilizado na escola em uma colorida e lúdica área de lazer e integração. Foto: Mel Cleto/ Ascom Semed

A Escola Municipal Tradutor João Sampaio, em Maceió, conquistou o segundo lugar nacional no projeto "Estudantes em Movimento", iniciativa que reuniu estudantes em ações de transformação do ambiente escolar, incentivo à participação e fortalecimento do protagonismo juvenil. A experiência é coordenada pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).

Os estudantes da Tradutor João Sampaio idealizaram e transformaram um espaço que não era utilizado na escola em uma colorida e lúdica área de lazer e integração, com mesinhas para jogos de tabuleiro, piso sensorial e parede colorida. A conquista foi celebrada pela comunidade escolar como resultado de um trabalho coletivo que envolveu estudantes, administração escolar, professores, funcionários, famílias e parceiros.

Na última segunda-feira (31), o secretário de Educação de Maceió, João Folha, esteve na unidade escolar para conhecer o projeto, quando proporcionou aos estudantes envolvidos na proposta uma experiência diferente, tornando-os “secretários de Educação por um dia”.

Secretário de Educação de Maceió conhece projeto e destaca protagonismo estudantil. Foto: Mel Cleto/ Ascom Semed
Secretário de Educação de Maceió conhece projeto e destaca protagonismo estudantil. Foto: Mel Cleto/ Ascom Semed

“A conquista do Estudantes em Movimento representa, para a comunidade da Escola Tradutor João Sampaio, e também para todos nós, que fazemos a Educação de Maceió, muito mais do que um segundo lugar nacional. Representa a transformação que estamos construindo nos últimos anos na educação pública municipal e deixa, como resultado uma escola transformada, estudantes mais participativos e uma comunidade escolar fortalecida pelo sentimento de pertencimento e pela certeza de que a educação se constrói com participação, união e protagonismo”, destacou João Folha.

Incentivo à participação

Para Adriana Firmino, diretora da Escola Tradutor João Sampaio, um dos principais resultados do projeto foi mostrar aos estudantes que eles podem contribuir diretamente para transformar os espaços dos quais fazem parte. Ela explica que as mudanças não ficaram restritas à estrutura da escola, pois a iniciativa também provocou uma transformação no comportamento e na percepção dos alunos sobre o próprio potencial.

"Não foi simplesmente uma transformação de ambiente, mas uma transformação de comportamento. Eles hoje conhecem a força que têm dentro da escola e conseguem valorizar cada pedacinho do que foi conquistado. Estamos muito felizes com esse reconhecimento nacional”, afirmou.

Segundo ela, o trabalho também estimulou valores como empatia, equidade, respeito e pertencimento. Na avaliação da diretora escolar, os estudantes passaram a compreender que a participação ativa deles pode fazer diferença não apenas dentro da escola, mas também em outros espaços da sociedade. “O sentimento de pertencimento foi despertado. Eles passaram a entender que a escola pertence a eles e que eles pertencem a essa comunidade escolar”, enfatizou.

Durante o desenvolvimento do projeto, a direção da escola acompanhou as etapas e buscou apoio para viabilizar as ações. A escola contou com materiais obtidos por meio de parceiros, entre eles a Equatorial, além da participação de estabelecimentos vizinhos e da própria comunidade escolar.

De acordo com Adriana, o envolvimento aconteceu desde o início e foi reforçado diariamente por meio do incentivo à participação de estudantes, professores e familiares. “Uma escola municipal que participou pela primeira vez e já conquistou o segundo lugar nacional. Para nós, foi um primeiro lugar, um grande prêmio, um grande presente e uma grande satisfação”, destacou.

“A premiação colocou a Escola Tradutor João Sampaio em evidência, mas o maior prêmio foi a experiência vivenciada pelos estudantes. O projeto mostrou que os alunos têm capacidade de identificar problemas, propor soluções, trabalhar coletivamente e participar das transformações do espaço onde estudam. Esse é o maior legado: o protagonismo desses estudantes. É lindo de se ver”, concluiu.

Estudante destaca união da turma

Entre os protagonistas da iniciativa está Jhuan Henrique, aluno do 9º ano. Para ele, participar do projeto foi uma experiência marcante, construída por meio do esforço coletivo. “Foi um trabalho muito duro, não foi fácil, mas eu percebi que, desse jeito que a gente trabalhou, foi para trazer os alunos a serem protagonistas de um trabalho incrível, de um projeto maravilhoso”, contou.

Jhuan também destacou a união entre os estudantes durante as atividades. Segundo ele, o resultado foi fruto da colaboração de toda a turma. “Todo mundo trabalhou, todo mundo se colocou no lugar do outro, todo mundo teve empatia”, completou.

O estudante contou que ver o resultado final trouxe um sentimento especial, principalmente por estar concluindo sua trajetória escolar e saber que deixou uma contribuição para a história da instituição. Para Jhuan, o reconhecimento nacional mostrou que todo o esforço valeu a pena. “Depois que eu vi a obra completa, a obra concluída, eu me senti muito feliz, porque agora faço ainda mais parte da história da minha escola, não só minha, mas dos meus colegas também”, celebrou.

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