Estudantes da rede municipal lançam foguetes em atividade de Ciências e Astronomia do Tempo Integral
Projeto envolve alunos do 4º ao 9º ano em experiências práticas que integraram Ciências, Matemática, Língua Portuguesa e ensino bilíngue
O céu foi o limite para a curiosidade de um grupo de estudantes da rede pública de ensino de Maceió, atendidos em tempo integral. Na última quinta-feira (3), alunos da Escola Municipal Maria de Fátima Lira colocaram em prática os conhecimentos adquiridos durante o Projeto Ciência e Astronomia, com a construção e o lançamento de foguetes.
A atividade ocorreu no Gigantão Vila Olímpica, nos períodos da manhã e da tarde, e marcou o encerramento de uma iniciativa que, ao longo dos meses de julho e agosto, aproximou os estudantes da ciência, por meio de experiências práticas e interdisciplinares.
O projeto Ciência e Astronomia, desenvolvido pelo Parque Biblioteca, envolveu estudantes do 4º ao 9º ano de seis escolas municipais: Maria de Fátima Lira, Selma Bandeira, Aurélio Buarque de Holanda, Petrônio Viana, Frei Damião e Padre Brandão Lima. Durante o projeto, os alunos estudaram temas como galáxias, planetas, estrelas e satélites, além de relacionarem os conhecimentos de Ciências e Astronomia a conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática e ensino bilíngue.
Segundo o coordenador-geral do Parque Biblioteca, Guilherme Andrade Costa, a construção e o lançamento dos foguetes, feitos de garrafas PET, possibilitaram que os estudantes vivenciassem, na prática, diferentes etapas da investigação científica, trabalhadas durante o projeto. “Cada lançamento de foguete é o resultado de um trabalho em equipe. As crianças puderam vivenciar também o trabalho coletivo e a resolução de problemas durante essa investigação científica, tornando a experiência ainda mais significativa”, informou.
A proposta integrou Ciências e Astronomia a conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática e ensino bilíngue, com produção de textos, conceitos matemáticos e vocabulário relacionado ao tema. “O intuito dessa atividade é trabalhar um ensino interdisciplinar. Dentro do projeto, o grande foco também era escrever sobre as experiências que eles estavam vivendo. No bilíngue, eles aprenderam a falar tópicos e frases relacionadas ao tema, ampliando o repertório e o leque de aprendizagem”, explicou Guilherme.
Experiência
A expectativa tomou conta dos estudantes no momento que antecedeu o lançamento dos foguetes. Entre a ansiedade e a curiosidade para descobrir se os modelos construídos por eles conseguiriam voar, os alunos acompanharam atentos cada lançamento, celebrando o resultado da experiência.
Para Júlia Alves, 10 anos, estudante da Escola Municipal Maria de Fátima Lira, a experiência foi marcada pela curiosidade. “Eu achei a experiência muito legal, principalmente ver o foguete voando. Aprendi que é uma coisa que a gente deve aprender, porque no futuro vamos precisar. Fiquei feliz na hora que o foguete voou. Eu achei que não ia dar certo, mas o nosso não deu mesmo. Mesmo assim, eu já estava feliz”, contou.
A construção também despertou nos estudantes o interesse em repetir a experiência e continuar aprendendo. Maria Luísa, 11 anos,da mesma escola, conta: “Foi muito legal e divertida. Aprendi muitas coisas novas e que a gente tem que ter mais experiência com essas coisas. Fazer o foguete em equipe foi muito legal. Quando vi ele voando, senti muita alegria, muita felicidade em saber que eu fiz aquele foguete para voar. Eu faria o foguete de novo, com certeza”, disse.
Tempo integral
A subsecretária de Gestão Pedagógica da Semed, Mirna Costa, acompanhou a atividade de lançamento dos foguetes e reforçou a importância da educação em tempo integral como espaço para novas experiências de aprendizagem e da proposta pedagógica desenvolvida nesse modelo. "As crianças estão aqui, na verdade, em atividade, vivenciando experiências educacionais que promovem situações de aprendizagem como essa”, contou, destacando que “essa iniciativa é uma oportunidade para que as crianças tenham uma noção de velocidade e tecnologia, além de compreenderem conceitos matemáticos na prática”, afirmou.
E completou: “Trazer esses meninos, no contraturno, para pensar e desenvolver o pensamento matemático e conhecimentos de astronomia, por meio de uma atividade prática, é uma experiência muito significativa para todos eles".
A iniciativa mostra, assim, como diferentes áreas do conhecimento podem ser trabalhadas de forma integrada, aproximando os estudantes da ciência por meio da experimentação.
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