Famílias deixam imóveis em áreas de realocação após intervenção do GGI dos Bairros

Redação 15/04/2021 às 19:28
Famílias deixam imóveis em áreas de realocação após intervenção do GGI dos Bairros

Coordenador intermediou diálogo entre famílias e Braskem para garantir segurança das pessoas

Duas famílias que ainda residiam nos bairros de Pinheiro e Bebedouro deixaram as casas hoje após a intervenção do coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros), Ronnie Mota. Os imóveis estão comprometidos, em áreas de realocação, e apresentam risco aos moradores devido às chuvas que atingiram Maceió nos últimos dias.

O coordenador negociou com a Braskem a retirada levando em consideração a necessidade das duas famílias. “Nós avaliamos caso a caso. Em um dos imóveis tinha um caso de necessidade especiais, que precisava ser levada em consideração, que era a fragilidade da saúde do proprietário”, avaliou Ronnie Mota.

Imóvel no bairro Pinheiro danificado pelo afundamento

Foto: Erik Maia

O primeiro morador foi seu José Pedro, um senhor acamado que mora com o filho na Rua C, que fica na Praça Jardim Alagoas. De acordo com o filho dele, Jandson, o problema foi que a família não conseguiu encontrar imóvel pelo mesmo valor oferecido pela Braskem.

“Não encontramos nenhum tipo de casa. E hoje, pela situação da chuva, não achamos prudente ir para um abrigo ou hotel, uma vez que haverá uma grande circulação de pessoas e há um risco de contaminação do meu pai”, desabafou.

Seu José Pedro é vítima de um AVC, precisa de cuidados especiais e, em alguma oportunidade, precisa ser encaminhado com urgência a hospitais.

Imóvel com parede e piso com rachaduras

Foto: Erik Maia

A segunda situação foi na casa onde mora Nadja Alves da Silva Lima. Ela vive no imóvel com a mãe e cria 22 gatos abandonados pela população que evacuou as casas em Bebedouro.

Nadja afirmou que o imóvel apresentou um grande vazamento no teto uma vez que o pai, que morava no pavimento térreo da casa, quando fechou acordo sobre sua realocação, resolveu retirar as telhas do local.

“A água entrava pelo teto e como temos essa fiação que corre aqui, com alguns dos fios desencapados, eu estava levando muito choque enquanto puxava a água para escorrer nesses buracos que fiz no chão e nas paredes”, descreve.

Para Ronnie Mota, essa segunda situação tinha ainda o fator dos animais domésticos, que precisavam ser abrigados em segurança. “Nós conseguimos convencer essas duas senhoras que estavam resistentes devido aos animais. Elas agora vão conseguir alugar um imóvel que já haviam olhado e vão ficar tranquilas, uma vez que os 22 gatos serão levados para um abrigo seguro e terão a alimentação garantida”, concluiu o coordenador.

Imóvel no Pinheiro com rachadura na parede

Foto: Erik Maia

Erik Maia/Secom Maceió

GGI dos Bairros

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