Dia Nacional do Ciclista: Maceió triplica malha cicloviária e fortalece mobilidade ativa
Com mais de 100 km, expansão representa eficácia das ações voltadas ao planejamento urbano
No Dia Nacional do Ciclista, celebrado em 19 de agosto, os 102,26 km de malha cicloviária de Maceió abrem espaço para quem escolhe a bicicleta como meio de transporte. Atualmente, a capital alagoana conta com uma extensão três vezes maior do que a registrada em 2021, quando a cidade contava com cerca de 30 km. O avanço integra as ações voltadas à mobilidade ativa.
O crescimento da malha cicloviária acompanha uma mudança na forma de pensar os deslocamentos urbanos, ao mesmo tempo em que incentiva o uso de outros modais ativos, como é o caso do patinete. Mais do que criar espaços exclusivos para bicicletas, a proposta é oferecer condições para que diferentes pessoas, e não somente os automóveis, possam circular pela cidade com mais segurança, conforto e autonomia, seja para trabalhar, estudar ou praticar atividades de lazer e esporte.
A expansão também considera a realidade de quem já circula de bicicleta pela capital alagoana. Segundo a coordenadora-geral de Gestão Semafórica, Lavínia Tenório, a escolha dos locais para a implantação da infraestrutura parte, entre outros fatores, da observação das vias com maior fluxo de ciclistas e demandas existentes, além da necessidade de criar conexões entre os principais pontos da cidade. “Foi a partir desse acompanhamento que foram implantados trechos como a Ciclofaixa da Avenida Benedito Bentes, a Ciclofaixa do Torcedor, na Avenida Siqueira Campos, e as ciclovias das avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro”, aponta.
Antes de uma nova estrutura ser implantada, também são analisados aspectos como o espaço disponível na via, a largura das calçadas, o fluxo de veículos e a possibilidade de reorganização do espaço destinado aos automóveis. Esses fatores ajudam a definir se o local receberá ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota ou faixa compartilhada.
A segurança é um dos principais critérios desse planejamento. Cada projeto visa reduzir os pontos de conflito entre ciclistas, motoristas e demais usuários da via, especialmente em cruzamentos e travessias. “A sinalização viária tem como premissa básica ampliar a segurança do trecho e reduzir a ocorrência de sinistros de trânsito, diretriz que se aplica também ao plano de infraestrutura cicloviária”, destaca Lavínia.
Além dos estudos técnicos, as demandas de quem utiliza a cidade também ajudam a orientar as ações. “Atualmente, nós estamos desenvolvendo o Plano de Mobilidade Urbana, que conta com etapas de participação popular e continuará com debates específicos sobre mobilidade ativa. Solicitações pontuais de manutenção ou ampliação da infraestrutura cicloviária também podem ser encaminhadas ao setor de Engenharia de Tráfego por meio de processo administrativo”, enfatiza.
Bicicleta como principal modal de transporte
Antes das 7h30, André Lucas Sousa está sobre duas rodas a caminho do trabalho. O estagiário de Tecnologia da Informação, 22 anos, transformou a bicicleta em sua principal aliada nos trajetos diários entre os bairros Feitosa, Serraria e Santa Lúcia. “Com a ampliação da malha cicloviária, o meu deslocamento até o trabalho, na parte alta da cidade, não demora mais do que 30 minutos”, revela.
André adquiriu o hábito de pedalar ainda na infância, mas ganhou um novo significado quando ingressou na faculdade. Desde então, a bicicleta passou a fazer parte da rotina, seja para trabalhar, sair com amigos, resolver pendências pessoais ou até mesmo aproveitar a cidade. “Como já estou acostumado a utilizar a bike, o trajeto se torna mais tranquilo e ágil do que usar outro veículo. Ao invés de enfrentar congestionamentos no trânsito e gastar com gasolina, eu observo as pessoas e as paisagens ao meu redor”, conta.
Ao longo do percurso, André utiliza a ciclovia da Fernandes Lima e a ciclofaixa conectora do Murilópolis. Para além da economia e praticidade, o uso da bicicleta também significa maior qualidade de vida. “Em uma das minhas rotas, eu passo por uma ladeira e a considero como um exercício feito no dia”.
A ampliação da malha cicloviária é um investimento que torna a cidade mais acessível para aqueles que têm a bicicleta como seu principal meio de transporte. “Pessoas como eu e meus amigos, que utilizam a ciclovia para trabalhar, acabam sendo favorecidas. A bicicleta é uma ótima forma de locomoção e custo-benefício”, conclui André.
No Dia Nacional do Ciclista, os 102,26 km representam o crescimento de uma infraestrutura que acompanha a presença da bicicleta na rotina dos maceioenses e amplia as possibilidades de circulação pela cidade.
Departamento Municipal de Transportes e Trânsito
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